Sou menina, sou mulher, descendo de Elvira e
Marcelina, das bisas Alexandrina e Jesus e por último
Catharina.
Mulheres que permeiam a minha sina e me servem
de espelho, miro em suas vidas fortes, criativas,
parteira,
que também fui em tempos modernos de
especializações
e bisturi, e ela aos treze anos fugindo da guerra,
em navio escuro
e insalubre, encarava os pequenos seres que ao
mundo se atreviam
a chegar, enquanto outra com mão ora de ferro, ora
de flor criava os filhos,
viúva aos vinte e cinco e igual número de filhos e
agregados para sustentar.
Avós ambas bordadeiras exímias, crocheteiras sem
par, e também tricoteiras.
Costureiras, do lar, conforme os bons costumes vigentes.
Quero honrar essas mulheres com força e honestidade
e a Catharina agora
minha
mãe-filha amar para o infinito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário