O breu
das horas não me permite sonhar,
em meus
pesadelos os ponteiros escorrem
lentamente,
em meu revirar contínuo miro
a luz
que se infiltra a final, tímida a princípio
depois
mais intensa e calorosa.
Então é
rezar, pois se deve agradecer a abóboda
celeste,
nestas horas, de brigadeiro.
A auréola
de ouro já se desenhando no infinito,
na xícara,
sobre o negro quente o líquido alvo
torna a
mistura deliciosamente
marrom,
e vamos viver.
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