Corre o tempo lá
fora, contado no relógio dos homens
com um
tiquetaquear adiantado, tudo alterado pois urge
correr, terminar
o que foi começado, chegar, voltar
ir e ficar,
economizar a luz, o tempo, a água, esgotar as alternativas.
Tudo inútil, pois
abaixo do sol Ele dita o tempo _o seu tempo_
pelo desfolhar
das flores, pelo cair das folhas, pelo sazonar das frutas,
e o que conta
então não é o desígnio e muito menos a vontade dos homens
mas a ordem
divina e as batidas sãs dos corações.
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