sexta-feira, 16 de maio de 2014

Fel

 

 
O fel que sempre esteve em minhas entranhas, controlado a custo em níveis toleráveis, acaba de chegar ao ápice em grande parte devido ao sangue de minha prima, amiga, camarada, que teima em jorrar para fora de seu corpo e com isso expulsá-la de nosso convívio.

E o amor maior que se tem na vida há quatro anos presa a um trolinho, que a impede de ir e vir, coisa que ela prezava sobremaneira, e o pai que mata o filho, o capeta que junta duas criaturas que só a esse pai podiam assemelhar-se, a filha que mata a mãe para roubá-la...

Sou obrigada a votar, mas por maior cuidado que tenha na hora de escolher o fulano, mal empossado começa a mostrar a caratonha mais canalha possível, sou obrigada a ver crianças e velhos, mulheres e homens morrendo pelo chão de hospitais e unidades de saúde?? sem atendimento adequado e agora para culminar a natureza respondendo a todo o vilipêndio que o homem vem a séculos cometendo contra ela... sem água não teremos luz, comida...

Então só destilando ardência e amargor...



 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário