quinta-feira, 14 de novembro de 2013

FRAGMENTOS

      

Estranho: Fora do comum não reconhecer, principalmente não reconhecer (-se) sempre me achei fora do comum ou melhor deslocada, as primeiras a me perceber como tal foram minha avó paterna me observando brincar e falar sozinha e uma professora primária, que observou que eu estava sempre só.

Na época creditei tanto uma como outra observação como implicância, achava que os adultos não gostavam de crianças e por isso infernizavam tanto...

Agora sei que ambas tinham razão, estranha, sou estranha, em literatura os exemplos são pungentes, Camus com seu estrangeiro, Carson McCullers em "A Convidada do Casamento" e mais recentemente a famosa Strayed, sobrenome propositalmente escolhido devido a definação do dicionário: desviar-se do caminho certo, afastar-se da rota direta, perder-se, ficar louco, ser sem pai nem mãe, estar sem casa, perambular sem rumo à procura de alguma coisa, divergir ou divagar.

Todas as definições me servem, tenho até pensado em ir até o Piauí a pé.

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