cap 2
Para Jessica é mais difícil, ela trabalha num banco na praça Ósorio, vai até lá andando, e a noite anda novamente diversas quadras até o prédio da Federal onde faz uma especialização em econômia.
Embora primas elas praticamente se criaram juntas porque a mãe de Jessica voltou para Londres onde nascera e o pai, que era jornalista no Rio, simplesmente deixou a filha para que os pais de Franciely ''atendessem'' para ele.
Lembrando tudo isso ela olha para o céu de onde cai uma leve garoa, ela pensa que o grande problema de Curitiba é esse, chuva e frio intermitentes.
cap 3
As batidas na porta e a campanhia do interfone acabam fazendo com que Franciely se mexa e abra a porta para dona Alzira do 408 e Miguel do 405 que entram enquanto ela se agacha junto a porta chorando baixinho.
_Miguel não mexa na pobrezinha, chame seu Manoel aqui diga o que aconteceu, que ele chame a policia.
_Não é necessário porque seu Manoel aparece a porta todo ressabiado:
_O que está acontecendo?
_Ligou pra policia?
_Liguei e eles mandaram ligar de novo explicando melhor porque ''grande gritaria não é motivo pra deslocar uma viatura.''
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